sexta-feira, 9 de maio de 2008

Johnny Rivers faz o rock na Ilha

O agente secreto do rock’n’roll, Johnny Rivers, se apresenta em Vitória, neste sábado (10), no gigante do Álveres Cabral. O show do roqueiro norte-americano, que tem início às 22h, vem repleto de sucessos como os, inesquecíveis, “Secret Agent Man” e “Do you wanna dance?”.

Johnny Rivers, desde os anos 60, ecoa as notas de sua guitarra de forma virtuosa e é considerado um galã pelas mulhers. Ele possui uma obra, em sua maioria versões, que é repleta de clássicos do rock e do rhythm’blues. O guitarrista já regravou temas como Walkin’ The Dog, Memphis Tennessee, Lawdy Miss Clawdy e muitos outros.

No show, Johnny toca os seus sucessos e músicas de seu próximo trabalho, que tem influência do jazz. Além de tocar Vitória, Rivers se apresenta em Santos, São Paulo, Porto Alegre, Curitiba, Brasília, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.

Para quem ainda não comprou o ingresso, segue abaixo as informações da Johnny Rivers Turnê Brasil 2008, em Vitória-ES.

Quando: Sábado, dia 10, às 22h
Onde: Ginásio do Álvares Cabral, Av. Beira-Mar, Bento Ferreira, Vitória
Ingressos: R$ 500 (mesa para 4 pessoas), R$ 90 (arquibancada/ inteira), R$ 45 (arquibancada/ meia) e R$ 60 (promocional, para assinantes de A GAZETA).
Pontos de venda: Óticas Londres (nas filiais da Rua Gama Rosa, Praça Costa Pereira e Av. Reta da Penha, em Vitória). Ingressos pelo Clube do Assinante devem ser adquiridos na sede da Rede Gazeta, na Ilha de Monte Belo.
Informações: (27) 3321-8699.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Ava Araújo dá entrevista a site de Jazz

A cantora Ava Araújo concedeu uma entrevista ao site Clube do Jazz nesta última terça-feira (06) e em um papo descontraído, ela fala da cena musical brasileira e da atualidade. De forma geral, passeia pelos projetos que já fez, conta passagens de momentos de sua carreira e fala sobre os vários parceiros que teve. A musicista também comenta e destaca a produção cultural de Vitória, mesmo sentindo uma certa resistência das pessoas em ouvir mais música.

“Sinto uma grande resistência das pessoas em diversificar mais a audição, abrir mais as perspectivas, até pra serem mais jazzistas também. E não é só aqui no Espírito Santo que sinto isso. Conheço músicos que não ouvem o trabalho de ninguém que não seja ícone do jazz e norte americano ou brasileiro muito famoso aqui no Brasil”, salienta a cantora que começo a carreira nos anos noventa.

Em 1993, Ava montou uma parceria com o guitarrista porto-alegrense Jacques Correa, que morava em Brasília. “O cara logo sacou que meu lance era sério. Eu não estava fazendo música por diversão. Então ele me abandonou, digamos assim. Aí eu fiquei atordoada. Queria começar minha carreira e tinha que ser com um músico qualificado, preparado, mas que aceitasse trabalhar com uma iniciante. Fui atrás de conhecer os professores da Escola de Música de Brasília e lá encontrei o violonista Paulo André Tavares, que considero um dos grandes músicos brasileiros”, conta Ava, em sua entrevista ao site do Clube do Jazz.

Para conferir, na íntegra, a entrevista com a cantora, basta ir ao Clube do Jazz.

Veja Ava Araújo na Internet nos endereços abaixo:
www.myspace.com/araujoava
www.mpb.com/avaaraujo
www.musicexpress.com.br/avaaraujo
www.blogdaava.blogspot.com

terça-feira, 6 de maio de 2008

Podcast Yazoo Radio: pela rota lamacenta do blues...


Está no ar o Podcast Yazoo Radio, o programa de blues, na Internet, feito pelo jornalista e músico Rodrigo Rezende. Em sua primeira edição, o Yazoo traz canções de Big Bill Broonzy, Magic Sam, Muddy Waters, Louis Jordan, Magic Slim e Bob Dylan. A idéia é apresentar os sons “lamacentos” feitos pelos grandes nomes do blues do Mississippi, Chicago, New Orleans e Texas.

Para escutar o podcast, basta acessar o endereço http://yazoo.podomatic.com/ ou clicar no banner do Yazoo Radio, no topo da página deste blog. O arquivo do primeiro programa, também, está disponível para download.

Nas próximas edições, o internauta poderá conferir, além do bom e velho Blues, muito Ragtime, Hillbilly, Country, Rockabilly, Psychobilly, Bluegrass, Zydeco, Dixieland, Spirituals, Work Song, Funk, Soul, Swing, Rhythm' Blues, Rock'n'Roll e especiais com gaitistas e guitarristas clássicos que fizeram história tocando esses estilos musicais.

Ouça, nas ondas da grande rede mundial de computadores, o Podcast Yazoo Radio!



Click here to get your own player.

domingo, 4 de maio de 2008

Deadline Blues: "Howlin' Wolf"


“Seus olhos se iluminavam e você podia ver as veias no seu pescoço e, meu irmão, não havia nada mais, toda sua alma se concentrava naquela canção. Ele cantava com a danada da sua alma”, definiu Sam Philips a maneira de Howlin Wolf cantar.

[...] Temido pelos músicos, adulado pela crítica, o Lobo nasceu com o nome de Chester Arthur Burnett (em homenagem ao Presidente Chester A. Arthur) no ano de de 1910, na cidadezinha de West Point, próxima de Aberden, Mississippi. Os pais trabalhavam na lavoura e Chester seria também fazendeiro e só se tornaria músico profissional no final dos anos 40. O seu encontro com a música se deu através do bluesman Charley Patton, companheiro de Robert Johnson, uma verdadeira fera que nunca recebeu o reconhecimento que merece. [...] p.114, 115 MUGGIATI, Roberto. Blues da Lama a fama.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Agenda da semana


BUSTER BLUES. Blues tradicional. Sábado, 03 de maio, 21h30, Café Touché, Av. Gil Veloso, 1856. Praia da Costa, Vila Velha (Térreo do Hotel Mercury). Reserva e contato: 27 32290181.


quinta-feira, 1 de maio de 2008

Deadline Entrevista: "Fábio Mattos"

Fábio Mattos nasceu em Colatina, Espírito Santo, no dia 1º de fevereiro do ano de 1960. Ele veio de uma família de músicos pianistas e vivenciou o poder da música desde o berço. Escutou bossa nova, jazz, rock'n'roll e blues. Começou no violão aos 12 anos. Mais tarde estudou com grandes nomes da música capixaba. Aprendeu, também, guitarra e saxofone, e não se considera um bom instrumentista, mas sua voz vem do fundo da alma.

Na entrevista a seguir, concedida por telefone, o compositor e músico multifacetado Fábio Mattos fala sobre seus trabalhos e caracteriza sua forma de fazer blues.


Depois do acidente a música o fez enxergar por trás da retina e em seguida o blues chegou até até você. Como veio a idéia de montar a sua Blues Band?

Meu trabalho com o blues começou em 1998. Fiz um repertório para participar do Festival
Universitario, o FUI, mas acabei não tocando. Com esse material na mão gravei, em 1999, o disco Já recebi seu recado, com incentivo da Lei Rubem Braga.

Hoje você é um artista do blues capixaba, mas, antes de montar uma blues band, você produziu alguns discos. Quais foram os seus projetos na música?

Em 1992 fiz o disco instrumental
Atrás da retina. Em 1994, lancei em fita K7 o trabalho Noite, da banda Ato Fálico (Nessa época, também fazíamos cover de Barão Vermelho). Em seguida fiz, em 99, o Já recebi seu recado e, em 2003, gravei o Sentado na Estação. Em 2007, fiz, também, o disco Fábio Mattos & Convidados.

Montar uma banda é uma tarefa difícil e convidar grandes músicos para um trabalho é mais complicado. Como foi a realização do disco Fábio Mattos & Convidados?

Desta vez contei com o patrocínio da Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST), que, em troca de dois shows de final de ano, rendeu-me a produção do disco. Eles me cederam a verba para fazer o CD e eu, de contrapartida, tive que fazer dois shows para a empresa. Vou tocar para mais de 14.000 funcionários.


A minha banda para este disco tem a participação de Douglas Chagas, na guitarra; Cezar Távora, na gaita; J. B., na bateria; Presuntinho, no baixo; Alexandre Matos e Roger Bezerra, nos teclados.


Neste disco, além dessa grande banda, tenho como convidados o guitarrista Murilo Godói, a cantora Kátia Brinco, a banda Dallas Company e o vocalista Adolfo Oleari.


Você faz blues com letras em português. Como você classifica o seu trabalho musical?

Faço música brasileira com influência de blues. Não toco o chamado blues tradicional, acho que só quem pode tocá-lo são as pessoas que viveram o período de dificuldades que os negros passaram. O que nós fazemos é uma verdadeira homenagem a esse estilo tão rico.


Mas você pretende gravar algum disco com músicas em inglês?

Quero gravar um disco em homenagem aos grandes bluesmen da história. Já conversei com o Douglas e ele certamente será o arranjador do álbum. O lance do blues tradicional deve rolar. É um movimento que devo realizar daqui a alguns anos.