segunda-feira, 19 de maio de 2008

Nasce o projeto Red Rooster


Nas margens do Rio Mississippi costuma-se dizer que o galo vermelho é a imagem da esperteza, da virilidade e da força. Este símbolo está na clássica música “Little Red Rooster”, eternizada pelo mestre do blues Howlin Wolf. E, com esse espírito, nasce a banda Red Rooster, o projeto que surgiu da divisão dos grupos Sunrise Blues e Hillbilly The Kid.

O Red Rooster é um quarteto formado por Rodrigo Rezende, o vovô (vocal e gaita); Rafael de Almeida, o boi (baixo); Rodolpho Santos (guitarra); e Rodrigo Pires, o china (bateria). A banda tem influências diversas, que passeiam por estilos como o blues, o hillbilly, o rockabilly e o jazz.



A idéia é fazer um som livre. Às vezes elétrico, outras, acústico. Com uma pegada forte de blues, a banda casa suas influências de maneira equilibrada, com a força e o feeling do som do Mississippi e com o despojamento do Rockabilly e do Country. O repertório é, basicamente, tudo ao mesmo tempo, agora. O som do Red Rooster é preto e é branco. Vermelho!

“I have a little red rooster, too lazy to crow for day.
I have a little red rooster, too lazy to crow for day.
Keep everything in the barnyard, upset in every way.”

...

Visite o blog da banda.
http://redroosterproject.blogspot.com/

domingo, 18 de maio de 2008

Deadline Recomenda: "Albert King"


(25 de Abril, 1923 – 21 de Dezembro, 1992)

Albert foi um influente guitarrista e cantor americano de blues. Um dos "Três Kings" da guitarra Blues (junto com B.B. King e Freddie King), ele possuía uma figura imponente de 1,93m de altura e 118 kg. Ele nasceu Albert Nelson em uma família humilde em Indianola, Mississipi, em uma plantação de algodão onde trabalhou na sua juventude. Uma de suas primeiras influências musicais foi o pai, Will Nelson, que tocava guitarra. Durante sua infância, ele também cantava gospel em uma igreja local. Albert começou sua carreira profissional em um grupo chamado In the Groove Boys, em Osceola, Arkansas.

Seu primeiro sucesso foi "I'm A Lonely Man", lançado em 1959. Entretanto, foi apenas em 1961 com o lançamento de "Don't Throw Your Love On Me So Strong" que seu nome tornou-se conhecido. Em 1966 King assinou contrato com a famosa gravadora Stax Records, e em 1967 lançou seu lendário álbum Born Under A Bad Sign. Em 1968 ele foi contratado por Bill Graham para abrir os shows de John Mayall e Jimi Hendrix no Fillmore West, em San Francisco. A platéia logo descobriu de onde vinha a pegada blues de Mayall e Hendrix.

Albert King era canhoto e tocava uma guitarra Gibson Flying V virada de forma que as cordas graves ficavam para baixo. King usava suas próprias afinações estranhas, sobre as quais ainda há controvérsia. Um guitarrista com estilo "menos é mais", King era conhecido por conseguir tirar de uma única nota mais sentimento do que a maioria dos guitarristas conseguia de 1000.

Albert King influenciou milhares de guitarristas, incluindo músicos famosos como Jimi Hendrix, Eric Clapton, Mike Bloomfield, Stevie Ray Vaughan e Gary Moore. O solo de Eric Clapton na música "Strange Brew" (Cream, 1968) é uma cópia nota-a-nota do solo de King na música "Pretty Woman".

Albert King morreu em 21 de Dezembro de 1992, vítima de um ataque cardíaco em Memphis, Tennessee.


quinta-feira, 15 de maio de 2008

Deadline Entrevista: Eugênio Goulart (Big Bat Blues Band)

O chapéu para a esmola, o blues na sacola e os pés no chão. Esta frase marca a música Velho Vagão e traduz, um pouco, o verdadeiro espírito blues. Com a idéia de pegar a estrada, ganhar experiência e preservar a sua raiz musical a Big Bat Blues Band é uma daquelas bandas que refletem o significado do próprio estilo. Quando se fala em blues no Espírito Santo, a primeira referência dos críticos é esta banda, que desde 1993 tem a tradição do gueto negro, representado em seu trabalho.

Atualmente a Big Bat Blues Band tem uma formação voltada para a guitarra e possui em seu escrete: Eugênio Goulart, Marcelo Maia, Cláudio França, Sandro Costa e Bruno Zanetti. O vocalista Eugênio concedeu a entrevista para o Blog Deadline7.

A história do blues é rodeada por lendas que envolvem animais, como a do Black Cat Bone e a do Little Red Roostes, mas de onde surgiu o nome Big Bat Blues Band?

O Cláudio tinha um Chevette preto, o primeiro carro que ele comprou, que lembrava um grande morcego. O Big Bat também lembra uma figura noturna, e o blues acontece à noite. Houve um período da banda em que queríamos mudar o nome do grupo, mas Big Bat ficou no inconsciente do público.


Como você e o Cláudio se conheceram e resolveram fazer blues?


Foi em 1991. Trabalhávamos na agência Criativa Propaganda e depois do serviço o Cláudio estacionava o Chevette, o Big Bat, na frente da minha casa para tocarmos o velho blues. Nessa época, o carro era uma figura importante para nós. Uma personalidade. Tanto é que deu nome à banda, futuramente.


Cantar coisas de 1920, 1930 ou 1940 era nossa paixão. Ninguém ouvia isso no rádio, mas, na noite, quando tocávamos, as pessoas viam aquilo e voltavam na outra semana, mesmo sem saber quem era Howlin' Wolf ou Elmore James. Vimos que podia dar certo. Nós gostávamos do som e estávamos agradando, então resolvemos continuar. Tínhamos autenticidade. O Fabinho, do Mahnimal, sempre fala que a Big Bat é uma banda que tem um estilo e é fiel a ele. Cantamos coisas de fora, mas fazemos do nosso jeito.

Em 2003 vocês gravaram o disco TODODIAÉDIADEBLUES e lançaram no ano de 2005. O que a formação que gravou o disco representa para a banda?

A formação com Zé Roberto, Eliezer, Douglas, Cláudio, Cezão e eu representa a concretização de um sonho, que foi a gravação do CD. Durante esse processo destaco a surpreendente bateria de Zé Roberto, que é de se louvar porque, em apenas cinco meses para pegar as músicas, ele não errou e conseguiu fazer um verdadeiro milagre. O Douglas foi responsável pelo arranjo das músicas do disco e o trabalho ficou muito bom. Falar do Cezar é redundante, ele é demais.


E o que você destaca como resultado desse produto?

Ver os jovens cantarem músicas como Black Jens é sensacional. Isso é uma grande recompensa.


A formação que gravou o disco pode ser considerada pertencente de uma fase clássica da banda?


Não sei dizer se foi uma formação clássica, mas ela atuou em uma época em que fizemos coisas importantes. Ganhamos público, gravamos um disco, vivemos o blues.


A Big Bat Blues Band tem um público cativo e durante os anos o número de pessoas que acompanham a banda aumentou, fato que levou a Big Bat para vários lugares. Quais são os melhores momentos que você pode destacar nesses 15 anos?


Nossa apresentação na Feira da Comunidade, na Praça do Papa, em 1998, foi uma das melhores apresentações da Big Bat Blues Band. Outro show que lembro com alegria foi o que fizemos com o gaitista carioca Jefferson Gonçalvez, em 2007. Nessa oportunidade acredito que houve um amadurecimento da banda nos quesitos postura de palco e produção de show. Nós sempre tivemos uma ótima postura nos shows, mas acho que agora conseguimos o profissionalismo.


Não posso deixar de comentar também dois dos melhores momentos da Big Bat, que foi quando nós nos apresentamos no Festival de Blues e Jazz de Rio das Ostras, no Rio de Janeiro. Tocamos em 2005 e 2006 e, no último ano, fizemos uma apresentação depois da Prado Blues Band. O Festival tem uma característica importante. Ele nos conecta com diversos bluesmen brasileiros e norte-americanos. Os contatos são ampliados.

Completando os momentos inesquecíveis, em 2005 fizemos um show no Teatro Universitário, na Ufes, para o lançamento do site da banda, em seguida o lançamento do disco, no Ilha Acústico. No ano de 2006 fomos tocar em Brasília e fizemos outro show no teatro, o Tributo ao Chuck Berry.

A Big Bat Blues Band passou por momentos incríveis e muito disso se deve às amizades que a banda formou durante os anos. O que estamos colhendo agora é fruto desses amigos que fizemos por causa do blues.

Como você analisa a Big Bat nessa nova formação, iniciada em 2007?


A Big Bat hoje está diferente. Demos mais “voz” às guitarras e aproveitamos o tempo para tirar músicas, escutar muito blues tradicional e coisas atuais. Pretendemos sair mais do Estado para tocar. Acho que essa postura de buscar novos palcos é necessária para a banda.


quarta-feira, 14 de maio de 2008

Estão abertas as inscrições para o REC

Rumo à estação cinema, esse é o lema do Festival Nacional de Vídeos Universitários, o REC, que está em sua 4ª edição. As inscrições para a mostra competitiva de vídeos já estão abertas e vão até o dia 11 de julho. Podem participar universitários de qualquer curso, em qualquer universidade do país, que tenham produzido vídeos a partir de janeiro de 2006.

Os cineastas universitários concorrem com suas obras às categorias de: Melhor vídeo, Melhor vídeo documentário, Melhor ficção, Melhor animação, Melhor vídeo clipe/vídeo arte e o Melhor vídeo do júri popular, Melhor vídeo publicitário e, a categoria estreante, Melhor Vídeo Arte ou Apitaço.


Os vídeos produzidos devem ter no máximo 20 minutos de duração. Para a categoria Melhor Vídeo publicitário, o tempo máximo é de 2 minutos. As inscrições podem ser feitas pelo site www.festivalrec.com.br ou na coordenação do curso de Comunicação Social da Faesa, no campus II, das 8h às 22h.


O 4º Festival REC acontece nos dias 27, 28 e 29 de agosto, no Cine Metrópolis e na Ufes, em Vitória. No ano passado, o Festival REC recebeu 160 vídeos enviados de 38 universidades brasileiras. A organização espera que mais de 250 vídeos sejam inscritos nesta quarta edição.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Hot Spot Blues Band lança o CD "Feeling Alright"


Os mineiros do Hot Spot Blues Band, capitaneados pelo guitarrista Gustavo Andrade lançam neste próximo sábado (17), no Utópica Marcenaria, em Belo Horizonte, o disco Feeling Alright. No álbum de estréia da banda o trio mostra um goove cheio de influências, que passeiam pelo rock, jazz, soul e funk.

O disco, que sai pelo selo Blues Time Records, é uma comemoração à trajetória da banda e ao “Minas Blues Jam”, projeto criado por Gustavo. O CD vem com as participações especiais dos cariocas Big Joe Manfra (guitarra) e Jefferson Gonçalves (gaita), do paulista Robson Fernandes (gaita), e do mineiro Leandro Ferrari (gaita) entre outros.

Além do guitarrista e vocalista Gustavo Andrade, o trio ainda conta com Luiz Andrade (bateria) e Jonas Lima (baixo). Atuando juntos, desde 2001, o grupo tem passagens por eventos como a “Mostra de Cinema 2006” (Tiradentes-MG), o “Bikefest 2006” (Tiradentes-MG) e o “Ilha Blues Festival 2008” (Ilha Comprida-SP). Em 2008, o Hot Spot Blues Band foi considerado o melhor grupo de blues de Minas Gerais pela revista “Blues n’ Jazz” em 2002 e pelo jornal “Estado De Minas”.


Confira mais informações sobre a banda nos endereços abaixo.
www.myspace.com/hotspotbluesband

www.bluestimerecords.com


Assita o vídeo do Hot Spot Blues Band

Chuck Berry confirma shows no Brasil

Direto de Saint Louis, Missouri, um dos maiores nomes do rock 'n roll em todos os tempos, Chuck Berry fará uma nova turnê no Brasil no próximo mês. O pai do rock, de 81 anos, passa por Rio de Janeiro (17/6, Vivo Rio), São Paulo (18/6, no HSBC Brasil), Curitiba (20/6, Teatro Positivo) e Porto Alegre (21/6, Pepsi On Stage).

As datas de Rio e São Paulo podem ser invertidas, é o que afirma o HSBC Brasil (as datas estão trocadas no site oficial do músico). Um dos primeiros nomes a aparecer junto com o estouro do gênero nos anos 50, Chuck Berry lançou seu últimos disco de inéditas nos anos 80, mas constantemente entra em turnê.

Chuck Berry, autor de grandes clássicos do rock como "Roll over Beethoven", "Johnny B. Goode" e "Sweet little sixteen", já passou pelo Brasil em 1993, durante o extinto festival Free Jazz - que também teve Little Richard na programação.




domingo, 11 de maio de 2008

Música classica para comemorar o Dia das Mães

As mamães poderão comemorar o seu dia com muita música clássica. A Orquestra Filarmônica do Espírito Santo (Ofes) promove um ‘Concerto Instrumentistas’ especial em homenagem às mães neste domingo (11), às 17 horas, no Teatro Carlos Gomes, Centro, Vitória. (Fonte: Gazeta On Line)